terça-feira, 30 de dezembro de 2008

New Year


Há algum tempo estamos nos perdendo em contagens regressivas. O relógio não pára. O tempo está correndo. Estamos prestes a trocar de ano. É mais um ano que se vai e outro que já vem.

Suponho que você já está cansado de saber que todo 1º de Janeiro é Ano Novo, certo? Bom, esta data não é comemorada por todos os povos neste mesmo dia não, viu?! Já houveram vários dias destinados para a comemoração de início de ano. Muitas mudanças foram feitas. Muito tempo, cultura e religiões ajudaram nas diferenciações de datas.

Uma prova do longo caminho do tempo é que, antes mesmo dos povos babilônicos (2.800 a.C.) comemorarem a passagem de ano, a Mesopotâmia já comemorava há um tempinho o "Festival de ano-novo" (ocorreu por volta de 2.000 a.C.).

Entretanto, cada região tinha costume de comemorar em tal dia, num certo mês e por tal motivo. Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam a passagem de ano no mês de setembro. Os gregos celebravam entre os dias 21/22 de dezembro. Os romanos, primeiros que "reservaram" um diazinho entre os demais no calendário para a passagem, comemoravam em março (isso ocorreu de 753 a.C. até 476 d.C.), porém foi trocado pelo começo de janeiro após alguns anos.

Até hoje, há povos que comemoram em datas distintas:

- A China comemora no fim de janeiro e início de fevereiro (o calendário chinês tem animais como símbolo do ano: 2009 é o ano do boi);
- O Japão comemora do dia 1º ao dia 3 de janeiro;
- Os judeus e os muçulmanos, outros que também possuem calendário próprio, comemoram, respectivamente, em meados de setembro (não é fixo o dia) e primeira semana de junho;
- Os islâmicos comemoram em maio.

E quantas são as superstições de ano novo, né?! Soltamos fogos e fazemos muito barulho, segundo a tradição antiga, serve para espantar os maus espíritos. Usamos roupas novas, nunca usadas, e brancas. Alguns procuram vestir lingeries (ou qualquer outra roupa íntima) da cor que queiramos que algo aconteça conosco no ano (exemplo: sutiã vermelho pede amor, calcinha amarela pede dinheiro, cueca verde pede esperança, etc.). Ou então, se tiver a sorte de estar numa praia, sorte da qual eu não tenho, pular as sete ondinhas e entregar oferendas (flores) a Iemanjá (rainha do mar) também constam nos costumes.

Outra curiosidade é o fato do dia 1º de janeiro ser considerado Dia da Fraternidade Universal. É nesse dia em que todo o bom sentimento adormecido (talvez nem tanto, o Natal não passou há muito tempo) acorda num pulo. Todo o ódio, rancor e mágoas guardados são esquecidos junto do passado. A única coisa a se pensar é o quanto esse novo ano poderá ser construtivo, quantas pessoas e amigos você fará, quais surpresas este ano lhe guarda. As pessoas se tornam mais sensíveis e carinhosas em meio a estas datas (Natal e Ano Novo). Essa é uma boa data para se rever os acontecimentos do ano e começar o ano renovado: de bem com os outros e consigo mesmo.


Algumas frases de Ano Novo:
"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." (Carlos Drummond de Andrade)

"Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de ano novo." (Edith Lovejoy Pierce)

"O objetivo de um ano novo não é que nós deveríamos ter um ano novo. É que nós deveríamos ter uma alma nova." (Gilbert Keith Chesterton)

Referências:

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Baby come back!

Yes!
Come back, oh baby come back! (The Equals - Baby Come Back, música composta por Eddy Grant em 1968 - muito boa, quem curte música sessentista vai gostar desta).
Um pouco mais maduros, um pouco mais críticos?
Sim.

Muito tempo se passou desde a última postagem neste blog. Muitas foram as críticas que recebemos e aceitamos. Já não somos mais os mesmos.

Hoje, faço o relógio parar com seu tic tac e volto no tempo: ainda me lembrar de como foi o dia 11 de Fevereiro de 2008 para mim. Este era o meu primeiro dia de aula da faculdade, não o primeiro dia da faculdade em si, eu havia faltado os dois primeiros dias. Eu entrei em sala de aula com vergonha, totalmente perdida e atrasada. Todos me olhavam com aquela cara de: "quem é você?". A professora naquele ponto já estava cansada de falar sobre a história, sobre o passado, política e os demais acontecimentos que, posteriormente, culminariam em nossos fogorosos materiais de estudo em Sociologia.
Entrei em sala, sentei lá no fundo. Eu não enxergava nada. Muito menos ouvia. A sala era comprida, deveras longa. Estava brava, entrei no curso "à la serva". Entrei a força, não era realmente o que eu queria. O que eu queria mesmo era Arquitetura.

Bom, o tempo foi passando e a minha certeza em me formar arquiteta já não era a mesma do início do ano. A vontade de "brincar" com as palavras era enorme e, quer queira que não, crescia cada dia mais. Sempre gostei de ler e escrever. Mas fui cega o bastante para não perceber que era isso o que eu queria fazer de minha vida: não apenas uma escritora de blog, mas uma boa jornalista (boa o suficiente para trabalhar escrevendo em algum lugar, pelo menos).

Olho para trás e vejo quanto eu errei, quantas pessoas eu magoei e o quanto eu deveria ter me esforçado para não tirar os 6,5 em Psicologia. Peço, então, desculpas a todos a quem eu deixei a desejar. Não foi por maldade, foi por preguiça (sim, assumo! - foi só uma vez), por nervosismo, raiva, ansiedade e até, talvez, carinho ou afeição. Assim como explica a Psicologia Social, há um momento em que, quanto mais juntos ou perto ficamos uns dos outros, mais temos afeição por esta pessoa.

Conheci pessoas inesquecíveis e, provavelmente, impossíveis de haver outras iguais. Adquiri conhecimentos que nunca imaginei adquirir. Minha percepção hoje é outra. Minha forma de viver, agir e pensar é outra. A forma de se comunicar já não continua, também, naquela mesmice.

Finalizo meu testemunho com um punhado de palavras, pequenas e ouvidas muitas vezes ao longo do ano, mas com um poder incrível: "Espero que todos, alunos, professores e leitores de blogs, fechem com chave de ouro 2008 do mesmo modo que eu, se comparando. 2008 passou muito rápido, mas espero que tenham aprendido de todas as maneiras possíveis com seus erros e suas vitórias, afinal de contas, essa é uma vantagem do ser humano".

Agora, só me resta uma última coisa: "Espero que o fiel sentimento de paz e sucesso continue pleno em cada um nós e, um maravilhoso 2009 para todos!"