segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Baby come back!

Yes!
Come back, oh baby come back! (The Equals - Baby Come Back, música composta por Eddy Grant em 1968 - muito boa, quem curte música sessentista vai gostar desta).
Um pouco mais maduros, um pouco mais críticos?
Sim.

Muito tempo se passou desde a última postagem neste blog. Muitas foram as críticas que recebemos e aceitamos. Já não somos mais os mesmos.

Hoje, faço o relógio parar com seu tic tac e volto no tempo: ainda me lembrar de como foi o dia 11 de Fevereiro de 2008 para mim. Este era o meu primeiro dia de aula da faculdade, não o primeiro dia da faculdade em si, eu havia faltado os dois primeiros dias. Eu entrei em sala de aula com vergonha, totalmente perdida e atrasada. Todos me olhavam com aquela cara de: "quem é você?". A professora naquele ponto já estava cansada de falar sobre a história, sobre o passado, política e os demais acontecimentos que, posteriormente, culminariam em nossos fogorosos materiais de estudo em Sociologia.
Entrei em sala, sentei lá no fundo. Eu não enxergava nada. Muito menos ouvia. A sala era comprida, deveras longa. Estava brava, entrei no curso "à la serva". Entrei a força, não era realmente o que eu queria. O que eu queria mesmo era Arquitetura.

Bom, o tempo foi passando e a minha certeza em me formar arquiteta já não era a mesma do início do ano. A vontade de "brincar" com as palavras era enorme e, quer queira que não, crescia cada dia mais. Sempre gostei de ler e escrever. Mas fui cega o bastante para não perceber que era isso o que eu queria fazer de minha vida: não apenas uma escritora de blog, mas uma boa jornalista (boa o suficiente para trabalhar escrevendo em algum lugar, pelo menos).

Olho para trás e vejo quanto eu errei, quantas pessoas eu magoei e o quanto eu deveria ter me esforçado para não tirar os 6,5 em Psicologia. Peço, então, desculpas a todos a quem eu deixei a desejar. Não foi por maldade, foi por preguiça (sim, assumo! - foi só uma vez), por nervosismo, raiva, ansiedade e até, talvez, carinho ou afeição. Assim como explica a Psicologia Social, há um momento em que, quanto mais juntos ou perto ficamos uns dos outros, mais temos afeição por esta pessoa.

Conheci pessoas inesquecíveis e, provavelmente, impossíveis de haver outras iguais. Adquiri conhecimentos que nunca imaginei adquirir. Minha percepção hoje é outra. Minha forma de viver, agir e pensar é outra. A forma de se comunicar já não continua, também, naquela mesmice.

Finalizo meu testemunho com um punhado de palavras, pequenas e ouvidas muitas vezes ao longo do ano, mas com um poder incrível: "Espero que todos, alunos, professores e leitores de blogs, fechem com chave de ouro 2008 do mesmo modo que eu, se comparando. 2008 passou muito rápido, mas espero que tenham aprendido de todas as maneiras possíveis com seus erros e suas vitórias, afinal de contas, essa é uma vantagem do ser humano".

Agora, só me resta uma última coisa: "Espero que o fiel sentimento de paz e sucesso continue pleno em cada um nós e, um maravilhoso 2009 para todos!"

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